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05/09/2014 MAN ainda tem R$ 550 milhões para investir no país

O presidente da MAN Latin America, Roberto Cortes, afirma que a empresa passa por um momento difícil no Brasil, com queda nas vendas, mas que vai manter os investimentos planejados para o país. A fabricante, que produz caminhões e ônibus das marcas Volkswagen e MAN, pretende desembolsar, ao fim de 2016, R$ 1 bilhão na fábrica de Resende, no sul do Estado do Rio de Janeiro. Desde 2012, quando o plano de investimentos - o maior em três décadas da marca no país - foi iniciado, a MAN já desembolsou R$ 450 milhões. "A maior parte está por vir. Nós não tomamos nossas decisões baseados em como foi um ano ou outro porque sempre tem os altos e baixos. São decisões de longo prazo", disse. O ciclo de investimentos da montadora prevê o desenvolvimento de novos produtos e a nacionalização de um caminhão extrapesado da marca MAN, o TGX, além do aumento na capacidade instalada em Resende: de 80 mil para 100 mil veículos por ano. Por enquanto, a MAN amarga os números negativos das vendas do mercado brasileiro, que caem 15% em relação ao ano passado. Entre os motivos apontados por Cortes para a queda, está a decisão de empresas em postergar investimentos diante do cenário de incerteza. "Eu acho que a principal razão é a indefinição do potencial do crescimento econômico porque aí o executivo aguarda o desempenho da empresa no primeiro trimestre, no segundo, no terceiro... Mas ninguém duvida que o Brasil precisa de mais caminhões", diz. Segundo Cortes, o Brasil é o principal mercado da MAN no mundo todo. Em segundo lugar - e "bem atrás", segundo ele - está a Alemanha, país sede da empresa. "Esperamos uma retomada do crescimento [em 2015]. Podemos crescer dois dígitos, por que não? É cedo para falar porque depende das eleições e das medidas a serem tomadas [pelo governo]", afirma. "Mas a companhia espera uma retomada das vendas no país a partir de 2015. O Brasil precisa de caminhões, por diferentes motivos. O primeiro deles é que, mais cedo ou mais tarde, vamos ter uma recuperação da economia". Além disso, Cortes menciona que a frota brasileira é antiga, com média de 17 anos de idade, enquanto nos Estados Unidos é de oito anos. Isso, avalia, vai exigir novos caminhões para renovação de frotas no país. Ele lembra ainda da necessidade de uso de veículos pesados nas obras de infraestrutura. Cortes acredita que em janeiro haverá uma retomada robusta da venda de caminhões. Até lá, cerca de 100 funcionários estão em suspensão temporária do contrato de trabalho ("layoff"). Caso o mercado não se recupere, a suspensão dos contratos pode ser prolongada. "Temos tentado impedir a demissão porque acreditamos na retomada do mercado", diz. Por causa da suspensão, a MAN chegou a perder funcionários, que preferiram ir à fábrica da Nissan, aberta recentemente em Resende. Ele nega que a manutenção dos empregos em um período de estoques elevados ocorra por pedidos do governo, que tomou nos últimos anos medidas que beneficiaram a indústria automobilística, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis. "Não tem contrapartidas. O governo nos pede para que sejamos tolerantes, mas [em certos momentos] precisamos tomar as medidas que precisam ser tomadas", diz. Cortes esteve presente no Encontro Econômico Brasil-Alemanha, que neste ano ocorre em Hamburgo e que tem discussões com ênfase em infraestrutura. O jornalista viajou a convite da Volkswagen.
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